veja só quem apareceu

sempre soube que um dia voltaria a escrever por aqui. mesmo que após dois anos.

hoje já não pratico a escrita com a mesma frequência com que fazia quando abri este endereço. para dizer a verdade, já não leio com a frequência que lia. e nisso me enganei, pois sempre pensei que, com o passar do tempo, leria cada vez mais e com mais facilidade. se bem que neste último quesito não tenho do que me queixar: felizmente, já não penso como aos dezoito.

F.F.R.

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11 de maio de 2009

Penei hoje. A sonolência, como quase sempre, foi a principal responsável. É bem verdade que a falta de alimentos no organismo também teve sua parcela de culpa.

Enfim.

Ao som de Vio-lence. Bodies on bodies.

Nesses últimos dias tive conhecimento da obra de Neil Gaiman. Tiemi me emprestou Coisas Frágeis, uma compilação de contos deste que, segundo ela, foi o primeiro a vencer um prêmio de literatura (agora não me lembro bem qual) escrevendo para quadrinhos.

Tiemi ainda me prometeu Sandman, numa série em que se trata dos sonhos. A promessa nasceu de nossas intermináveis conversas sobre os sonhos. Tiemi disse-me que só consegue sonhar em preto e branco.

Eu não.

Sonho colorido mesmo.

Estou preocupado com o Caio Japonês. Não o vejo desde a segunda-feira passada, quando acabou a luz da faculdade e fomos todos embora.

Estas anotações já foram melhores.

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A queda de C.

Caros,

Depois de quase um mês sem anotar por aqui, retorno.

Enquanto uns comemoram e dão os vivas, outros praguejam. Bem, as coisas como são. Jamais poderemos agradar a todos. E isso, diga-se de passagem, é uma das maiores bênçãos dos céus, estes azuis com esparsas manchas imaculadas, que de lá de cima, pregados, nos cobrem as cabeças. De cá, de baixo, somente os tememos.

Bem, desde a última quarta, 29 de abril, certos ventos mudaram para mim. E de forma repentina. Não digo que inesperada, mas repentina. Isto é, se podemos diferenciar um termo do outro. O fato é que a tal mudança dos ventos era prevista por mim, mas não para tão logo. Não nego que eu esteja por demais prolixo e obscuro. Estes dois termos também, diga-se, confundem-se e nem bem sei se os emprego corretamente. Se a análise for feita com base em meu passado, falho.

Enfim, creio que a breve seção de auto-depreciação já basta. Encerro-a aqui. Contudo, a prolixa e obscura escrita segue. Voltemos à quarta-feira.

Após uma terça-feira rara em companhia da pessoa responsável pela brusca e inesperada mudança dos meus ventos, a quarta-feira chegou com uma raridade ainda maior. Isto é, se é que a histórica terça poderá ser alguma vez igualada ou superada. Sinceramente, espero que esse dia chegue.

À quarta (Como me perco).

Na quarta-feira de Comunicação Integrada, não permanecemos mais do que quinze ou vinte minutos no aconchego da sala de instruções. Entregamos os relatórios do dia e nos fomos. Ao agrupar-me aqui, refiro-me a J.J., C.J. e C. Esta última é a responsável pelos fenômenos climáticos aos quais me referi há pouco.

Dirigimo-nos ao estabelecimento H. Por lá, vibramos com suaves doses de H., para os senhores, e de S., para a senhorita. Planejávamos perdurar por ali até por volta das nove e trinta, quando dirigir-nos-íamos para o F. Entretanto, o elevado índice de habitantes por metro quadrado e os custos abusivos deste último obrigaram-nos a rumar para o B. da E., próximo à estação S. de metrô. Nesta ocasião, J.J. já nos deixara.

Vagamente, lembro-me que não foram necessários mais do que alguns poucos minutos de estadia no B. da E. para que C. desabasse. Inexperiente, esta sucumbiu aos poderes maléficos de S.

Prestativo, abandonei minha missão, que havia previamente arquitetado em pareceria com C.J., e investi meus esforços na recuperação de C. Suas injúrias, contudo, eram por demais intermináveis. Se não me falha a torpe memória, C. trancafiou-se na latrina por mais de quatro vezes, em menos de sessenta minutos. Enquanto isso, no campo de batalha, C.J. engalfinhava-se com qualquer H. que lhe cruzasse o caminho.

Cá com meus botões, tencionava abandonar o B. da E., no máximo, até aos quinze minutos passados das onze horas. Segundo meus cálculos, esse era o tempo suficiente para assegurar a chegada de C. à sua base e a minha à minha. Todavia, as injúrias de C. não nos permitiram a façanha do tempo.

Não exatamente às doze e dezesseis, C. e eu alcançávamos a entrada de sua base. C. ainda lesionada, mas lúcida, propôs-me uma oferta de abrigo, tendo em vista que o retorno para minha base já se impossibilitara, dado o avanço das horas. Apesar de inicialmente resistente à ideia, e após contatar a placa-mãe de minha atual base, quedei, aceitando a proposta.

Antes de C. e eu ainda nos encaminharmos para a cápsula transportadora, que nos levaria ao nível da célula habitada por C., ideiamos por horas a fio. O programa mostrou-se por demais interessante.

Ao invadirmos a célula de habitação de C., fomos sumariamente abordados por M., a residente. Esta, generosa, ofereceu-me mais do que aquilo que podia aceitar. Polido, recusei-lhe a proposta de me submeter a uma lavagem. Que, diga-se de passagem, viria em boa hora.

Após a obrigatória lavagem de C., reservamo-nos a conversar durante quase todo o tempo restante do qual dispúnhamos. Confessei-lhe dados. Tal ato custou-nos a individualidade. Em instantes, uníamo-nos, formando um só.

O fato povoa-nos a memória até então.

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Aula de terça-feira, dia 7, professor Paulo Toledo, Assessoria de Imprensa

Nesta terça-feira, dia 7 de abril, tive uma discussão com meu professor de Assessoria de Imprensa, Paulo Toledo. Diante de sua intolerância e da sua não-apresentação de argumentos, resolvi reportar o caso ao coordenador do curso, o professor João Elias Nery.

Admito que o motivo da discussão não chega a ser algo tão escandaloso, mas fundamento minha reclamação na forma com que esta decisão foi imposta a nós, sem a menor chance de diálogo.

Abaixo, reproduzo a carta ao professor João Elais:

Caro professor João Elias,

Recorro ao senhor para formalizar uma reclamação que desejo fazer com relação ao professor Paulo Toledo, de Assessoria de Imprensa, do terceiro semestre de jornalismo do Campus Jabaquara.

Ontem à noite, durante a exposição das orientações para um trabalho que deveremos realizar, o professor limitou o número de participantes a seis pessoas por grupo. Até aí, tudo bem. Contudo, para a execução de nosso PI (Projeto Integrado) deste semestre, foi nos dada a liberdade para formarmos grupos com até oito pessoas.

No caso do meu grupo, temos sete membros. Em vista disso, ponderei se não haveria a hipótese de ser aberta uma exceção, para que não fosse necessário que “gentilmente” convidássemos um dos membros a se retirar. O que, convenhamos, criaria alguns atritos desnecessários.

No entanto, para minha surpresa, o professor Paulo Toledo rejeitou minha idéia de maneira autoritária. Apesar de já enfrentarmos alguns graves problemas desde o semestre passado do curso, como alteração de grade curricular e problemas de relacionamento entre alunos e professores (o que ainda não creio ser o caso deste aqui), a comunicação e a liberdade de expressão sempre foram pontos fortes da unidade Jabaquara, de acordo com meu ponto de vista. Nós, alunos, na medida do possível, sempre fomos ouvidos.

Expus ao professor que, sinceramente, eu não via grande diferença entre se trabalhar com seis ou sete pessoas. Coloquei também que, já que o projeto integrado proposto para este semestre é a formação de uma empresa, nada melhor que mantermos os mesmos participantes para os demais trabalhos, salvo em situações que é exigida uma participação mais reduzida de participantes, como trabalhos que peçam duas ou três pessoas, no máximo. No entanto, para um trabalho que é permitida a participação de seis pessoas, não vejo uma considerável interferência se um único membro for incorporado, ainda mais se colocarmos em questão que este membro não está sendo incorporado para “fazer número”, e sim para manter a coesão.

Minha indignação é com relação à intolerância que fui tratado pelo professor. Diante de minha pergunta sobre o porque da decisão, o professor limitou-se a dizer que esta era fruto de seu “Método de Observação Pedagógica”, praticado há mais de 15 anos. Longe de mim querer contrariá-lo ou desmentir sua pedagogia, até porque nem sou habilitado para tal, contudo, pedi apenas que o professor, com sua experiência adquirida ao longo desses 15 anos, me apresentasse argumentos que me demovessem da idéia de trabalhar com seis e não com sete pessoas. O professor me sugeriu que eu mesmo fosse pesquisar o que era “Método de Observação Pedagógica” e entendesse o motivo de sua decisão. Disse ainda que não queria trabalhar com “grupinhos de faculdade”, o que, sinceramente, me ofendeu.

Diante da proposta da realização do trabalho individualmente, o professor foi igualmente negativo. Tampouco com duas, três ou quatro pessoas era permitida a participação. Segundo ele, um único grupo poderia contar com cinco pessoas, por motivos de distribuição numérica da sala de aula. Concordemos que esta ressalva, no mínimo, levanta dúvidas com relação à tão referida eficácia do grupo de seis pessoas.

O que fiz foi apenas pedir argumentos da parte do professor para fundamentar sua decisão. Sua recusa, quanto à apresentação de tais argumentos, soou-me arrogante.

Não quero, de maneira alguma, ter problemas com o professor Paulo Toledo, que, até então, classificava como um dos mais claros deste semestre. Mas, diante de sua atitude de ontem, senti-me obrigado a recorrer a instâncias superiores para que fosse ouvido com um pouco mais de dignidade e consideração.

Peço ao senhor, caro professor João Elias, que pondere meus argumentos.

Ao professor Paulo Toledo, peço que reveja sua decisão. Caso defina mantê-la, isto é, com a participação sendo vendo vedada a grupos com mais de seis participantes, peço que fundamente seus argumentos. Em condição de mero observador e estudante de jornalismo, desconfio do método utilizado, tendo em vista a forma arbitrária com que este foi proposto, isto é, imposto.

Obs.: Caso o senhor, professor João Elias, ou o professor Paulo Toledo, queiram uma explicação pessoalmente, estou à disposição.

Filipe Freitas Rocha,
aluno do terceiro semestre de jornalismo da Uniradial, unidade Jabaquara, sala 301.

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Para Ler e Refletir

Para esta sexta-feria, meu professor de Filosofia, Carlos Bauer, pediu para que refletíssemos sobre e respondêssemos essas linhas:

“Vivemos num instante de descrença das forças políticas e organizativas da sociedade civil, daí emerge a necessidade de compreender e analisar – entre outros – o papel dos jornalistas em suas relações teóricas e práticas, como interlocutores de uma nova cultura que vem se construindo na atualidade e possam contribuir com a superação dos impasses e descrenças reinantes. Na sua opinião, isso é possível, como isso poderá ser feito e quais as responsabilidades que estão colocadas no horizonte de sua atuação profissional?”

Apesar de o prazo para a entrega da atividade ter sido a sexta-feira passada, dia 27 de março, convenci o mestre, sem muitos esforços, que a aceitasse neste dia 3 de abril. O motivo da não entrega na semana anterior foi um simples caso de amnésia passageira. O texto já estava pronto, com a exceção de alguns mínimos ajustes. Pronta, a atividade ficou assim:

PRIMEIRAMENTE, digo que é altamente possível que jornalistas colaborem para a superação dos impasses e descrenças reinantes em nossa sociedade. Caso contrário, eu próprio já teria abandonado este curso.

No dia 19 de março deste 2009, uma postagem no blogue Novo em Folha, da Folha de S. Paulo, trouxe dados que considero relevantes para a reflexão que deve ser feita sobre o texto acima, em negrito (no texto entregue ao professor, a citação estava em negrito).

A postagem em questão tratou sobre uma recente pesquisa realizada pelo Instituto Pew, da Universidade de Princeton, chamada “Do Newspapers Matter?”, ou “Jornais Têm Importância?”, em português. Segundo a pesquisa, metade dos leitores diziam não se importar se o jornal local de suas cidades fosse à falência. No entanto, o estudo mostra que as conseqüências de um fato como esse podem ser até catastróficas. A pesquisa se debruça, principalmente, sobre a extinção do Cincinnati Post, em dezembro de 2007, nos EUA. Após o fechamento do diário local, foram constatados números como: a diminuição do número de eleitores (já que nos EUA o voto é facultativo), menos candidatos da oposição se lançado a campanhas e menor renovação no poder, entre outros desdobramentos.

Portanto, por esses dados, podemos ver que os jornais, e os jornalistas, por sua vez, têm papel fundamental para a boa ordem de uma sociedade. Se os jornais não podem conter completamente corrupções políticas, eles podem, ao menos, denunciá-las. É evidente que somente o fato da denúncia não irá coibir os corruptos de agir, mas irá, contudo, contribuir para que cada vez menos se arrisquem nesta prática. O título da postagem do blogue não poderia ser melhor: “Você acha que a política vai mal? Experimente acabar com os jornais, então, pra ver como piora”. A visão pode ser um tanto quanto utópica, não obstante, desistir e deixar tudo como está não é a decisão certa a ser tomada, e sim a mais covarde.

Quanto ao fato de como isso pode ser feito, isto é, que medidas devem se tomadas para coibir os abusos das autoridades, digo que, primeiramente, a confiança da sociedade no jornalismo deve ser reconquistada. Não quero dizer que, atualmente, esta confiança esteja em frangalhos, mas ainda não é algo que podemos considerar ideal. Até porque há muitas divergências entre o que dizem os principais veículos de comunicação do país. Cada um atende aos seus interesses, que são quase sempre comerciais. Uma prova recente disso é o duelo público que travam dois gigantes da comunicação nacional, a Folha de São Paulo e a Rede Record.

Com relação às responsabilidades que estão colocadas no horizonte de minha atuação profissional, digo, e repito, que a visão possa ser utópica, mas devemos sempre buscar a isenção das notícias e trazer à sociedade aquilo que é de seu interesse: a verdade.

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Mais duas semanas

Adiou-se para o próximo dia 15 de abril a decisão do julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a Lei de Liberdade de Imprensa e a obrigatoriedade do diploma para a exerção da profissão de jornalista.

Após o longo voto do ministro Carlos Ayres Britto, de cerca de duas horas, o relator do caso e presidente do STF, Gilmar Mendes, declarou a sessão suspensa. O motivo da suspensão ainda é desconhecido por mim.

Britto, em seu voto, defendeu a exclusão total da lei que regula a Liberdade de Imprensa sob a argumentação de que esta é inconstitucional. Alegou que não podem haver discriminações a um réu única e exclusivamente em virtude de sua profissão. Por exemplo, de acordo com o código penal vigente, a pena de reclusão para o crime de calúnia é de dois anos. Entretanto, se o acusado for julgado com base na Lei de Liberdade de Imprensa, essa pena sobe para três anos. Até então, somente jornalistas eram enquadrados criminalmente de acordo com o Lei de Liberdade de Imprensa.

A  Lei de Liberdade de Imprensa data de 1967, momento em que o país já convivia com a Ditadura do regime militar (1964 – 1985).

Ao fim da sessão, mesmo sem justificar sua opção, o ministro Eros Grau corroborou o seu voto com o ministro Carlos Ayres Britto, em favor da extinção da Lei de Imprensa.

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Jornalismo

jornalismo-cruel

Sim, também sou jornalista.

fonte: http://www.banksy.co.uk/indoors/media.html

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A última

Bem, creio que a última e mais relevante notícia do momento é que fui chamado para “assinar uns papéis” na Editora OnLine, nesta última quinta-feira. Parece que aprovaram mesmo meus textos e minha entrevista e resolveram me chamar para uma das vagas de estagiário na revista Meu Próprio Negócio.

Na quinta-feira mesmo, quando fui informado do fato, já compareci à editora para assinar um termo de seguro de vida. Não sei bem como funciona, mas, se eu morrer, minha mãe ficará com todo o dinheiro.

Nesse dia, também tomei um chá de cadeira de umas duas horas e meia, à espera da resposta da seguradora para o finalização do termo do seguro. Contudo, não reclamei. Tive tempo para conhecer minha colega de estágio. Betânia (ou seria Bethânia? Com ou sem acento?) também foi selecionada para a revista Meu Próprio Negócio. Garota interessante, que me contou bastante também sobre suas expectativas sobre o jornalismo e de seus gostos literários. Ela, assim como eu, também escreve contos e afins. Porém, pelo o que me disse, parece-me que sua obra é mais vasta do que a minha. Disse que costumava compilar contos e publicá-los de tal maneira que parecesse um livro.

Na sexta, voltei à editora para entregar os documentos necessários para a feitura do contrato. Bethânia foi mais astuta e já os levou de antemão na quinta-feira mesmo.

Segundo Gislene (ou Gyslene), meu contrato deve ficar pronto na segunda-feira, dia 30. De acordo com os boatos, os trabalhos para Bethânia e eu devem começar na quarta-feira, dia 1o de abril. Todos desconfiamos se isso não seria uma mentira.

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Das indefinições parciais às indefinições por completo

(ou Problemas intermináveis e não-terminados)

Se antes não chegávamos a um consenso com relação ao nome da revista que produziríamos, agora não sabemos, sequer, se produziremos uma revista.

As declarações de quinta-feira passada do professor Marcelo, dos Projetos Integrados, com relação ao produto que deveria ser desenvolvido por nós, alunos, continuam gerando polêmica. De certa forma, eu já previa isso. Quando disse que o nosso grupo não havia se abalado com relação à produção de uma revista, fiz uma ressalva à reação de Max ao saber da possível mudança. Pois, agora, essa diferença de pensamentos veio à tona.

Ontem à noite, durante a aula de Assessoria de Imprensa, de nosso professor Paulo Toledo, Max resolveu voltar ao tema de nosso PI. Argumentou tão bem que, por um momento, quase me convenceu. Disse que, se não produzirmos algum conteúdo que não seja relacionado à Assessoria de Imprensa, ou à Comunicação Empresarial (proposta do professor Marcelo) agora, isto é, neste semestre, talvez não tenhamos mais a chance de fazê-lo.

O ‘insight’ de Max se deu quando o professor disse que, desde 2000, há uma estimativa de que 35% dos jornalistas formados no estado de São Paulo trabalhem com Assessoria de Imprensa. Concordo que é algo a ser considerado. Max argumentou que, muito provavelmente, esse será o destino de muitos de nós ali. E, se deixássemos um semestre desses passar (com disciplinas como Assessoria de Imprensa, Empreendedorismo e Comunicação Integrada) em brancas nuvens, perderíamos muito do nosso curso.

Confesso que, em partes, concordo. Mas, o fato de aplicarmo-nos na publicação de uma revista agora, em meio a este cenário empresarial, não nos obriga a perder o conteúdo dessas disciplinas. É óbvio que não podemos rechaçar o fato de que, se tivéssemos um Projeto Integrado sobre isso, aprenderíamos com mais qualidade. No entanto, não podemos deixar de lado um projeto espetacular como esse que é a revista. Talvez, se não produzirmos a revista agora, também não tenhamos outra oportunidade de fazê-lo, uma vez que os semestres posteriores se dedicarão mais fortemente à produção de jornalismo radiofônico e televisivo. Onde ficam os impressos nisso?

A raiz do problema é, mais uma vez, como no semestre passado, a falta de critérios para se montar a grade curricular. Longe de mim tomar algum partido pedagógico nesta questão, mas algumas ponderações devem ser feitas.

Todos sabem das dificuldades que enfrentamos no semestre passado por conta dos ajustes às pressas na grade de nosso curso. A venda da Uniradial ao Centro Universitário Estácio de Sá provocou essas infelizes alterações, confirmadas, inclusive, por nosso coordenador de curso, o professor João Elias Nery. Ou seja, quando o curso teve início, em janeiro de 2008, tínhamos um plano pedagógico para o curso. Com a venda da Uniradial e a alteração da grade, foi alterado nosso plano pedagógico, com a colocação de duas disciplinas muito similares no mesmo módulo, a Redação jornalística e a Técnicas de Reportagem. Talvez, o conteúdo de ambas as matérias nem devesse se repetir, mas, como as duas estavam colocadas em fases iniciais do curso, os professores, Gérson Trajano e Marcelo Amadei, resolveram nos dar toda uma introdução do texto jornalístico. O que não contaram para eles é que estavam ministrando aulas idênticas. Ouvíamos na quarta-feira uma reiteração daquilo que havia sido ministrado na terça. Sem mencionar as vezes em que os professores se contradiziam, com relação ao mesmo assunto.

O resultado desse, queiramos acreditar “mal-entendido”, foi a nossa reportação ao coordenador do curso, João Elias. Ele revelou que não sabia que isso estava ocorrendo e chegou a nos agradecer pelo alerta. Disse que isso seria corrigido e, para os próximos semestres, haveria uma revisão da grade. De fato, após nossa conversa, que se deu numa quarta-feira à noite, em plena aula do sexto semestre de Publicidade e Propaganda, entre eu, Maxwel e o coordenador, as aulas de Técnicas de Reportagem e Redação Jornalística começaram a tomar cada uma o seu rumo. O problema é que já estávamos em outubro, beirando o fim daquele semestre.

Depois termino isso.

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Ainda indefinições

Ainda debatemos sobre o nome da publicação. No fim, veremos que isso não tem lá tanta importância.

Hoje, recebemos todos uma comunicação de Durães. Como já era esperado, ele sustentou sua opinião contrária ao nome “meio”. De forma segura, argumentou sua decisão e me convenceu. Não de todo, obviamente, pois eu mesmo já formulava algumas desculpas para desistirmos do tal nome (proposto por mim mesmo).

O que agora me preocupa não é mais o nome da publicação, e sim o seu conteúdo. Precisamos organizar as pautas o quanto antes e definir os rumos que tomaremos. Na última sexta-feira, provisoriamente, destacamos as funções que cada um exercerá. Como a produção dessa revista deve ser encarada como o produto de uma empresa – isto é, a nossa empresa, no nosso caso, a editora – alguns outros cargos, que nem chegarão a ser exercidos, tiveram que ser criados.

Por exemplo, nosso caro Jorge Junior, além da função de Repórter, fará as vezes também de Coordenador Financeiro. Max ficou encarregado da Gerência Geral Administrativa. Durães será o Coordenador Jurídico; e também Repórter. Herbert também será repórter. Cris ficará com a Fotografia e a Diagramação. Fabiano gerenciará a área de Marketing, além de produzir reportagens. Eu serei o editor. Imagino que esta formação se altere com o desenvolver das atividades.

Apesar de não ter sido designado como repórter, assim como quase todos, dei início à produção de uma reportagem que, creio, poderá ser inclusa na revista. Trato da briga entre a rede Record e uma boa parte da imprensa impressa. Faço um pequeno histórico e posiciono o início da peleja em dezembro de 2007, quando os jornais A Tarde e Extra reportaram casos de vandalismo em igrejas católicas e retratam os fiéis da Igreja Universal do Reino de Deus como os agressores. Explico também que a situação se agravou poucos dias depois, quando a Folha de S. Paulo publicou a matéria “Universal chega aos 30 anos com império empresarial”, sob a assinatura da jornalista Elvira Lobato.

Amanhã, pessoalmente, definiremos outras diretrizes. Ou, ao menos, espero.

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