Nesta terça-feira, dia 7 de abril, tive uma discussão com meu professor de Assessoria de Imprensa, Paulo Toledo. Diante de sua intolerância e da sua não-apresentação de argumentos, resolvi reportar o caso ao coordenador do curso, o professor João Elias Nery.
Admito que o motivo da discussão não chega a ser algo tão escandaloso, mas fundamento minha reclamação na forma com que esta decisão foi imposta a nós, sem a menor chance de diálogo.
Abaixo, reproduzo a carta ao professor João Elais:
Caro professor João Elias,
Recorro ao senhor para formalizar uma reclamação que desejo fazer com relação ao professor Paulo Toledo, de Assessoria de Imprensa, do terceiro semestre de jornalismo do Campus Jabaquara.
Ontem à noite, durante a exposição das orientações para um trabalho que deveremos realizar, o professor limitou o número de participantes a seis pessoas por grupo. Até aí, tudo bem. Contudo, para a execução de nosso PI (Projeto Integrado) deste semestre, foi nos dada a liberdade para formarmos grupos com até oito pessoas.
No caso do meu grupo, temos sete membros. Em vista disso, ponderei se não haveria a hipótese de ser aberta uma exceção, para que não fosse necessário que “gentilmente” convidássemos um dos membros a se retirar. O que, convenhamos, criaria alguns atritos desnecessários.
No entanto, para minha surpresa, o professor Paulo Toledo rejeitou minha idéia de maneira autoritária. Apesar de já enfrentarmos alguns graves problemas desde o semestre passado do curso, como alteração de grade curricular e problemas de relacionamento entre alunos e professores (o que ainda não creio ser o caso deste aqui), a comunicação e a liberdade de expressão sempre foram pontos fortes da unidade Jabaquara, de acordo com meu ponto de vista. Nós, alunos, na medida do possível, sempre fomos ouvidos.
Expus ao professor que, sinceramente, eu não via grande diferença entre se trabalhar com seis ou sete pessoas. Coloquei também que, já que o projeto integrado proposto para este semestre é a formação de uma empresa, nada melhor que mantermos os mesmos participantes para os demais trabalhos, salvo em situações que é exigida uma participação mais reduzida de participantes, como trabalhos que peçam duas ou três pessoas, no máximo. No entanto, para um trabalho que é permitida a participação de seis pessoas, não vejo uma considerável interferência se um único membro for incorporado, ainda mais se colocarmos em questão que este membro não está sendo incorporado para “fazer número”, e sim para manter a coesão.
Minha indignação é com relação à intolerância que fui tratado pelo professor. Diante de minha pergunta sobre o porque da decisão, o professor limitou-se a dizer que esta era fruto de seu “Método de Observação Pedagógica”, praticado há mais de 15 anos. Longe de mim querer contrariá-lo ou desmentir sua pedagogia, até porque nem sou habilitado para tal, contudo, pedi apenas que o professor, com sua experiência adquirida ao longo desses 15 anos, me apresentasse argumentos que me demovessem da idéia de trabalhar com seis e não com sete pessoas. O professor me sugeriu que eu mesmo fosse pesquisar o que era “Método de Observação Pedagógica” e entendesse o motivo de sua decisão. Disse ainda que não queria trabalhar com “grupinhos de faculdade”, o que, sinceramente, me ofendeu.
Diante da proposta da realização do trabalho individualmente, o professor foi igualmente negativo. Tampouco com duas, três ou quatro pessoas era permitida a participação. Segundo ele, um único grupo poderia contar com cinco pessoas, por motivos de distribuição numérica da sala de aula. Concordemos que esta ressalva, no mínimo, levanta dúvidas com relação à tão referida eficácia do grupo de seis pessoas.
O que fiz foi apenas pedir argumentos da parte do professor para fundamentar sua decisão. Sua recusa, quanto à apresentação de tais argumentos, soou-me arrogante.
Não quero, de maneira alguma, ter problemas com o professor Paulo Toledo, que, até então, classificava como um dos mais claros deste semestre. Mas, diante de sua atitude de ontem, senti-me obrigado a recorrer a instâncias superiores para que fosse ouvido com um pouco mais de dignidade e consideração.
Peço ao senhor, caro professor João Elias, que pondere meus argumentos.
Ao professor Paulo Toledo, peço que reveja sua decisão. Caso defina mantê-la, isto é, com a participação sendo vendo vedada a grupos com mais de seis participantes, peço que fundamente seus argumentos. Em condição de mero observador e estudante de jornalismo, desconfio do método utilizado, tendo em vista a forma arbitrária com que este foi proposto, isto é, imposto.
Obs.: Caso o senhor, professor João Elias, ou o professor Paulo Toledo, queiram uma explicação pessoalmente, estou à disposição.
Filipe Freitas Rocha,
aluno do terceiro semestre de jornalismo da Uniradial, unidade Jabaquara, sala 301.